domingo, 3 de outubro de 2010

26 candidatos fazendo "boca de urna" foram presos hoje.

O ministro do Tribunal Federal Eleitoral (TSE), Arnaldo Versiani, informou neste domingo (3) que, até às 14h30, 26 candidatos foram presos nessas eleições.

Das prisões, 15 foram por boca de urna, uma por divulgação de propaganda, uma por compra de votos, uma transporte ilegal de eleitores e oito por outros motivos.

De acordo com o TSE, a maioria das prisões de candidatos aconteceu no Mato Grosso. Foram 16 candidatos presos no estado. Foram registradas também quatro prisões em Sergipe, duas em Goiás, duas no Ceará e uma em Santa Catarina e outra no Distrito Federal.

Segundo Versiani, os candidatos presos devem ficar sob custódia, provavelmente, até o fim do dia. "A menos que consiga uma liberação [antes disso]. Seus votos são comptuados normalmente", declarou ele. O ministro do TSE informou, porém, que dependendo do crise que foi cometido, o candidato pode até ficar mais tempo sob custódia.

"O objetivo é impedir que a prática que deu origem a prisão continue a ser praticada. Se, com isso, a autoridade verificar que liberando a pessoa, [o crime] não mais ocorrerá, liberará. Se entender que representa um mal para o processo eleitoral, fica em custódia até o fim da votação", informou Versiani

Fonte: G1

Encerrada a votação para presidente do Brasil no exterior

As urnas no Japão, China, Nova Zelândia, Austrália, Cingapura, Coréia do Sul, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Malásia, Tailândia, Taiwan, Timor Leste, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes, Hungria, Índia, Israel, Jordânia, Noruega, República Tcheca, Romênia, Rússia e Turquia já foram fechadas, de acordo com balanço distribuído pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com o TSE, 200.392 eleitores residem no exterior e requereram a transferência do título eleitoral para estes países, estando assim aptos a votar. O maior eleitorado no exterior é nos Estados Unidos, onde 66 mil eleitores se cadastraram para votar.

O número de brasileiros aptos a votar no exterior é maior do que nas eleições anteriores. Em 2006, foram 86.360 eleitores. Em 2002, foram 69.937 eleitores.

Os brasileiros que vivem na Nova Zelândia foram os primeiros a começar a votar, ainda às 16 horas de sábado (2), no horário de Brasília. Os últimos a votar no exterior são os eleitores que moram em São Francisco, nos Estados Unidos, que começam a votar às 12 horas deste domingo (3), no horário de Brasília.

O eleitor que se cadastrou para votar no exterior e não estiver no país informado no dia da eleição deverá também justificar o voto. Se não votar nem justificar ele estará sujeito às mesmas penalidades dos eleitores que residem no Brasil.

Fonte: g1

Roriz recebe vaias em zona eleitoral

Weslian Roriz, candidata do PSC ao governo do Distrito Federal, foi vaiada por um grupo de pessoas na zona eleitoral em que votou neste domingo (3), no Núcleo Bandeirante, cidade-satélite a 15 quilômetros do centro de Brasília. Weslian substituiu na disputa pelo cargo o marido Joaquim Roriz, que renunciou à candidatura após ter sido barrado pela Lei da Ficha Limpa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Não me incomodam [as vaias]. Isso não me chateia. Graças a Deus tive boa formação", afirmou. Após votar, Weslian disse acreditar na vitória já no primeiro turno. "Vamos vencer no primeiro turno". Questionada sobre o papel de Joaquim Roriz em seu eventual governo, Weslian disse que tem capacidade para exercer a função por conta própria. "Acredito que ele vai ser um bom conselheiro para mim, mas eu tenho certeza da minha força e da minha capacitação", afirmou.

Ao votar, Weslian deixou a cabine e foi alertada pelo mesário que o procedimento não estava concluído. Ela, então, voltou à cabine e concluiu o voto.

O registro da candidatura de Weslian foi aprovado somente neste sábado (2). Por 4 votos a 3, os integrantes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) liberaram o registro de Weslian.

Após votar, Weslian acompanhou Joaquim Roriz, no mesmo veículo, até a zona eleitoral em que ele votaria. Roriz foi à seção sozinho, enquanto Weslian aguardava no veículo. Ao sair da zona eleitoral, Roriz fez comentários sobre a candidatura de sua mulher: "No fim, peguei a bola, botei no bolo e minha mulher chutou. E ela marcou o gol".

Sobre a participação em um eventual governo Weslian, Joaquim Roriz disse que está aguardando um convite. "Ela ainda não me convidou, é uma pessoa muito reservada. Mas se houver convite, eu vou aceitar".

Joaquim Roriz, teve o registro de candidatura negado pelo TRE-DF, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF). Após dois dias de sessão, o julgamento no STF terminou em empate de 5 votos a 5. Barrado pela ficha limpa, ele renunciou à disputa pelo governo do DF, no dia 24 de setembro.

Fonte: G1

Ricardo Lewandowski aconselhou os eleitores a votarem Limpo.

Um dos principais defensores da Lei da Ficha Limpa, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, aconselhou os eleitores a escolherem quem tem passado limpo e a não desperdiçarem seus votos. "Façamos das Eleições de 2010 uma das mais limpas de nossa História", disse o ministro durante pronunciamento transmitido esta noite em cadeia de rádio e televisão. "Vamos selecionar com muito cuidado aqueles que irão nos representar no Executivo e no Legislativo, valorizando os que tenham um passado limpo, apresentem as melhores propostas e estejam verdadeiramente comprometidos com o bem comum", disse.

Ele lembrou que o direito de votar foi reconquistado num passado ainda recente pelos brasileiros e que não deve ser desperdiçado. "Não vamos desperdiçar inutilmente o nosso voto, transformando-o num inconsequente ato de protesto", afirmou.

Lewandowski aconselhou os eleitores a não se iludirem com promessas irrealizáveis e a não venderem seus votos. "Receber alguma recompensa material em troca do voto, além de ser moralmente reprovável, constitui um crime previsto na legislação eleitoral", disse.

O presidente do TSE orientou os eleitores a levarem uma cola com os números de seus candidatos: "Não podemos esquecer também de anotar em um papel o número dos candidatos que escolhemos para facilitar a digitação dos votos na urna eletrônica. Trata-se de uma providência bastante útil e perfeitamente legal. Essas anotações, porém, não deverão ser mostradas para ninguém, pois o voto é pessoal e secreto."

No pronunciamento, Lewandowski afirma que o ato de votar não deve ser encarado apenas como o cumprimento de uma formalidade. "Corresponde ao exercício de um dever cívico da maior importância. Representa uma preciosa oportunidade que os cidadãos têm de refletir, de tempos em tempos, sobre os destinos de seu País, conferindo um mandato, por prazo certo, àqueles que consideram mais preparados para dirigi-lo em nome de todos.

Fonte: Abril

sábado, 2 de outubro de 2010

O candidato que tiver registro cassado, terão seus votos anulados, diz TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na noite desta sexta-feira (1) divulgar os votos recebidos pelos candidatos barrados pela Justiça. A publicidade acontecerá de forma separada do resultado oficial da eleição. Entre os candidatos com registro indeferido estão alguns considerados “ficha suja”. Ao todo, o TSE já recebeu 1,9 mil recursos de candidaturas impugnadas.

A proposta de divulgar os votos de candidatos que tiveram o registro indeferido foi levada ao plenário pelo presidente Ricardo Lewandowski. O pedido para que se divulgasse os votos partiu do PP. O presidente do TSE conversou com a área técnica do tribunal e sugeriu a divulgação dos votos no site do tribunal após a totalização oficial dos votos.

Os votos dos candidatos barrados serão divulgados de forma separada, sem que se misture estes votos com os dos outros que disputam a eleição. Estes votos também não serão computados na hora de se proclamar o resultado das urnas. Se posteriormente o candidato obtiver na justiça uma decisão que libere seu registro, os votos serão incluídos dentro da totalização oficial.

O ministro Marco Aurélio Mello foi o único que questionou a regra. Ele entende que os votos deveriam ser divulgados juntos. Alertado que a área técnica disse não mais ser possível fazer mudança nos sistemas, ele acompanhou a decisão da divulgação em separado.

Até as últimas eleições, os votos em candidatos nessa situação iam para a legenda, ou seja, eram contabilizados na hora de calcular quantas vagas cada partido teria no Congresso, por exemplo. Uma mudança na legislação, porém, determinou que esses votos sejam considerados nulos.

O ministro Marco Aurélio, porém, já adiantou que pretende questionar essa mudança. Ele sugeriu que a alteração não teria força para “derrubar” o código eleitoral neste aspecto. Marco Aurélio disse que pretende ainda discutir este tema em plenário em outra ocasião.

Fonte: G1